Friday, 11 February 2011

Portugal: Paraíso Criminal e Inferno Fiscal

Enquanto a generalidade dos países procura reduzir a criminalidade e a carga fiscal, em Portugal procura-se aumentar ambas. Esta semana mais dois casos flagrantes ilustram bem este desvario socialista que tem flagelado o país desde o 25 de Abril.

No principio da semana noticiou-se que uma idosa de 87 anos só tinha sido encontrada morta em sua casa ao fim de 7 anos. E só foi encontrada porque entretanto, sem que a tivessem ouvido, as Finanças lhe tinham expropriado e vendido a própria casa para pagamento de uma divida inferior a 1500 Euros. Para além do falhanço absurdo do insaciável estado social socialista, esta monstruosa arbitrariedade que permite efectuar uma penhora sem ouvir os penhorados (emigrantes estejam atentos, qualquer dia chegam a Portugal e verificam que as Finanças venderam a vossa casa...) só é possível num país onde se perdeu por completo a noção do que é um Estado de Direito.

Hoje a comunicação social noticiava que “apenas um dos 11 detidos na operação "Nordeste Explosivo" ficou em prisão preventiva, os restantes saíram em liberdade”. Antes ficava preso quem tivesse adulterado um copo de leite, hoje o tráfico de armas e a posse de explosivos não justificam prisão. Por estas e por outras é que o número de arguidos em crimes contra a vida em sociedade aumentou 1345 % entre 1984 e 2009. O facto de Portugal ter as penas mais leves do mundo, que mesmo assim são normalmente cumpridas em apenas um ou dois terços, e um regime prisional de facilitismo, explicam porque “o país dos brandos costumes” de antanho se transformou no paraíso criminal de hoje.

Afinal o país não padece apenas com a crise da divida soberana, há crises mais profundas que precisam de ser enfrentadas.

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