O Finantial Times de hoje
(http://blogs.ft.com/ftdata/2015/05/13/ireland-is-the-wealthiest-economy-in-europe-or-not/?ftcamp=published_links%2Frss%2Fhome_europe%2Ffeed%2F%2Fproduct )
traz um artigo interessante sobre a discrepância das duas medidas de riqueza na Irlanda, onde essa diferença já atinge quase 20% e tem vindo a aumentar enquanto nos restantes países oscila menos de 5%.
As razões para essa discrepância são bem conhecidas e refletem o peso do investimento estrangeiro e o nível da carga fiscal no país. Quanto mais elevado for o primeiro e mais baixo for o segundo maior será o nível de lucros reportados no país de acolhimento e, consequentemente, maior será a discrepância entre PIB (Produto Interno Bruto) e PNB (Produto Nacional Bruto).
É interessante notar que entre os países do Euro, excluindo o Luxemburgo, a Irlanda aparece em primeiro lugar no ranking do PIB per capita, enquanto Portugal aparece em antepenúltimo (15º lugar). Já no ranking baseado no PNB per capita, a Irlanda cai para o sexto lugar (com um valor próximo da média) enquanto Portugal sobe para 12º lugar (com um valor cerca de metade da média).
Qual será a forma mais rápida de Portugal imitar a Irlanda – atrair mais investimento estrangeiro, baixar a tributação ou ambas? Não parece difícil de perceber que reduzir a tributação dos lucros para portugueses e estrangeiros é pré-requisito e a melhor de conseguir ambas.
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Wednesday, 13 May 2015
O ranking de Portugal na Europa: PIB ou PNB?
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Friday, 28 March 2014
Indexação das pensões ao PIB: Tropelia ou ignorância?
Apenas uma pequena nota sobre a intenção do Governo de indexar as pensões ao crescimento económico e à demografia. A notícia despoletou uma onda de reações sobre a forma como foi feito o anúncio e as intenções subjacentes ao mesmo. No entanto, ninguém se pronunciou sobre a substância da questão.
Se a intenção for a elaboração de um calendário para repor os cortes feitos nas pensões em função do crescimento económico isso é perfeitamente razoável.
Porém, se a intenção for indexar indefinidamente as pensões ao PIB então estamos perante um enorme disparate económico. Porquê? Qualquer aluno do 1º ano de economia tem obrigação de saber como funcionam os chamados estabilizadores automáticos. Por exemplo, o subsídio de desemprego e outras prestações sociais funcionam como estabilizadores automáticos para atenuar os efeitos negativos sobre a procura agregada resultantes de uma redução da atividade económica. Por isso se chamam de anti cíclicos.
Fazer o inverso, isto é, reduzir as pensões (e já agora porque não os salários?) quando a atividade económica desacelera ou recua iria agravar ainda mais essa contração. Isto é, seria pró cíclico e transformar-se-ia num desestabilizador automático!
É conhecido que alguns dos nossos atuais governantes e respetivos assessores tiraram cursos duvidosos em escolas de baixa reputação, mas por favor consultem alguém que saiba antes de proporem a primeira ideia que lhes vem à cabeça. O país não aguenta mais!
Se a intenção for a elaboração de um calendário para repor os cortes feitos nas pensões em função do crescimento económico isso é perfeitamente razoável.
Porém, se a intenção for indexar indefinidamente as pensões ao PIB então estamos perante um enorme disparate económico. Porquê? Qualquer aluno do 1º ano de economia tem obrigação de saber como funcionam os chamados estabilizadores automáticos. Por exemplo, o subsídio de desemprego e outras prestações sociais funcionam como estabilizadores automáticos para atenuar os efeitos negativos sobre a procura agregada resultantes de uma redução da atividade económica. Por isso se chamam de anti cíclicos.
Fazer o inverso, isto é, reduzir as pensões (e já agora porque não os salários?) quando a atividade económica desacelera ou recua iria agravar ainda mais essa contração. Isto é, seria pró cíclico e transformar-se-ia num desestabilizador automático!
É conhecido que alguns dos nossos atuais governantes e respetivos assessores tiraram cursos duvidosos em escolas de baixa reputação, mas por favor consultem alguém que saiba antes de proporem a primeira ideia que lhes vem à cabeça. O país não aguenta mais!
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