Questionário

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Wednesday, 9 November 2016

After the 1st Black President, the 1st neo-Nazi President, … what next?

The election of Donald Trump as President of the United States has thrown the US and the World into a dangerous era. So, what lies ahead?

I examine here a benign and a catastrophic scenario, not because I believe that they may occur exactly that way, but to allow us to assess the direction the world is taking during his first year in office.

In the benign scenario, the victory of Trump will mean a victory of the anti-politically correct against the politically correct ideology. These two extreme stances in values and policies, would be refuted by a moderate electorate tired of social experimentalism at the end of his mandate(s).

In the catastrophic scenario, Trump will follow his neo-Nazi ideals based on racial (white) supremacy, state capitalism and imperialist arms race, to be paid through predatory conquests, that will lead to a war clash with other aspiring imperialists and terrorists. This, sooner or later, will end in a nuclear war destroying most or all humankind.

So, what forces will drive us in each direction?

For the benign scenario, we need most of following developments:

1) That the madness of crowds who drove Trump into power, subsides;
2) that Trump, himself, moderates his team and policies and be content with a role as the star of a national virtual reality show;
3) that the few moderate republicans remaining are not afraid to join the democrats in defeating any of his attempts to change the constitutional order and balance of power between institutions in the USA;
4) that the democrats avoid becoming taken over by the PC defeated crowd of Sanders left-wingers;
5) that the Trump mania does not spread to Europe with a victory of Marie Le Pen in France and the victory of similar candidates in Germany and the UK;
6) that the European Union does not disintegrate and finds its own Churchill to lead the democratic values in the World;
7) that Putin does not seize the opportunity to retake the Baltics, Ukraine and other former satellites of Russia;
8) that China does not be tempted to seize dominance in Asia and settle its historical grievance with Japan; and, last but not least,
9) that his economic ignorance does not cause havoc in free international trade and financial systems causing a major world recession.

The catastrophic scenario, implies that most of these developments will take place:

1) he fulfils his promise to expel millions of emigrants and build a wall between Mexico, causing havoc in Mexico and other Latin American countries;
2) he promotes the rise of state and crony capitalism through his plans to increase public spending in armaments and infrastructure while making huge tax cuts for the rich, thus creating an imploding public deficit and a declining dollar;
3) he turns his back on his European Allies, weakening (or destroying) NATO, and entering in a kind of Hitler-Stalin deal to give Putin territory in the Ukraine, the Baltics and Poland;
4) he does not enter into a similar deal with the Chinese to give them leeway in the Pacific in exchange for a more or less disguised form of default in America debt;
5) he transforms the American Administration in a Putin-style security apparatus or on a Hitler-style SS militia based on his core fanatic supporters;
6) he implements a Chinese/Russian type of control over social media and the Internet;
7) he tries to curb the rising US external debt and deficit through international debt restructuring/default (after all, his business experience is in bankruptcy deals), protectionism and competitive devaluations;
8) he initially robs migrants (the way Hitler robbed the Jews) and expels them, before bringing them later on into new forms of labour slavery;
9) he promotes the political breakup of the European Union and its invasion by Eastern and African migrants (mostly Muslim) to create a three-power geo-political world;
10) the remaining three totalitarian powers play a game of mouse and cat until one of them decides to try to eliminate the other(s) through a nuclear holocaust. Given his unstable nature, it could be Trump himself to be the first to push the button.

As I said at the beginning, it is unlikely that the world will move immediately into one of these routes. There will be a lot of zig-zagging.

Let’s pray that the USA will move away from the catastrophic route and into the benign direction.

But, for that, it is fundamental that all those who wish peace and progress, do not compromise, lower their arms or support the extremists.

More than ever, the world survival lies on reason prevailing over dogma and fanaticism!

Tuesday, 25 October 2016

Os disparates governativos não se resolvem com leis: Outra vez o caso da CGD

Uma breve nota para esclarecer a controvérsia sobre o vencimento do Presidente da CGD.

A questão é realmente simples, e explica-se com uma analogia futebolistica. Querer pagar ao Presidente de uma Caixa pública o mesmo que se paga ao presidente de um banco de investimento internacional privado é o mesmo que o Desportivo da Vista Alegre querer pagar a José Mourinho o mesmo que lhe paga o Manchester United.

É evidente que se o Vista Alegre quiser concorrer com o Manchester vai ter de aliciar o Mourinho com um salário equivalente ou superior. Mas, faz algum sentido o Vista Alegre querer contratar o Mourinho?

Claro que não! Jogando no campeonato distrital o Vista Alegre deve procurar o melhores nesse campeonato.

Ora é isso que os nossos governantes não percebem. A CGD “não joga” nem deve jogar no campeonato mundial. Sendo predominantemente um banco de poupança público, o seu campeonato deve ser o das Caixas de Crédito ou o Tesouro Público. É nesse campeonato que se devem procurar os dirigentes da CGD. Ora esses dirigentes ganham um vencimento semelhante ao de um Director Geral. Ponto final!

Abrir excepções, cobertas ou não por legislação, é tentar cobrir o sol com uma peneira.

Mas será que os gestores privados não podem também gerir no sector público? Claro que podem, mas se o fizerem têm de fazê-lo por razões de serviço público, não pela remuneração. Por exemplo, Mourinho quando se reformar pode desejar treinar o Vitória de Setubal. Porém, se o fizer não lhes pode pedir uma remuneração equivalente à que ganhava anteriormente, mas sim aquela que o clube lhe puder pagar.

Existem também muitos gestores que, após terem feito fortuna na sua actividade privada, estão disponíveis para fazer serviço público com uma remuneração simbólica. Se o governo estava tão interessado em recrutar no sector privado porque é que não foi procurá-los?

É importante que o governo dê explicações nesta matéria, e não tente ocultar a sua ignorância ou desfaçatez com a mantra da legislação.

Monday, 12 August 2013

Legalidade e ética nos negócios: O caso SLN/BPN

A notícia do Expresso de 10/8/2013 sobre a aquisição por Rui Machete de acções na SLN com um desconto de 54.5% relativamente ao valor pago pela FLAD (Fundação Luso Americana) a que presidia reacendeu a polémica sobre uma operação semelhante envolvendo o Presidente da República Cavaco Silva. Sem pretender alimentar a polémica, irei usar este caso para ilustrar as dificuldades na definição duma fronteira entre legalidade e ética no mundo dos negócios.

Em qualquer negócio é legítimo a cada uma das partes oferecer ou pedir contrapartidas em negócios associados. Na verdade é cada vez mais comum os vendedores oferecerem brindes ou descontos e demais incentivos para atrair compradores. Por exemplo, os jornais oferecem livros, os laboratórios farmacêuticos oferecem viagens e alguns restaurantes servem refeições gratuitas a celebridades.

Em termos económicos, tais incentivos são equivalentes a comissões ou descontos e é indiferente que sejam concedidos por iniciativa do vendedor ou por exigência do comprador. São pois legítimos e legais quando concedidos/aceites de livre vontade.

No entanto, quando esses incentivos são desproporcionais ou não revertem em favor do comprador final coloca-se o problema de saber se são eticamente aceitáveis. Por isso, qualquer juízo de valor sobre as aquisições de Cavaco Silva e Rui Machete deve ser baseado nessa perspectiva.

Em termos de proporcionalidade, é importante lembrar que a aquisição de determinados clientes ou investidores pode trazer vantagens indiscutíveis ao vendedor. Por exemplo, se a SLN/BPN estimasse que personalidades como Cavaco ou Machete lhe permitiam atrair mais 5 ou 10 investidores então faria todo o sentido que oferecesse a estes um incentivo equivalente ao que pouparia em comissões numa colocação feita através da banca (e.g. 1 a 5%). Com base nesses valores podemos considerar como razoáveis descontos entre 11 e 30%.

Assim, o desconto de 50% concedido a Cavaco Silva seria equivalente a uma comissão de 5% sobre 10 novos investidores. Embora elevado o desconto pode ser considerado aceitável se admitirmos que o seu prestigio como ex-Primeiro Ministro atrairia mais investidores. Já no caso de Rui Machete um desconto de 55.45% não pode ser considerado como razoável, excepto se admitirmos que foi uma contrapartida pelo investimento significativo feito pela FLAD na SLN/BPN.

Se foi esse o caso, então a contrapartida devia reverter para a FLAD e não para o seu Presidente. Como o não foi, a menos que a FLAD tivesse autorizado a operação, estaríamos perante não só uma imoralidade mas também uma ilegalidade. Para percebermos a gravidade da situação imagine-se que mandámos um moço fazer umas compras e o merceeiro faz-lhe um desconto mas ele não nos devolve o dinheiro. No mundo dos fundos de investimento (para estes efeitos a FLAD pode ser equiparada a um Fundo) esta apropriação indevida do dinheiro dos investidores é controlada quer proibindo os gestores de cobrar comissões nos investimentos que fazem quer regulando as situações de co-investimento para que os gestores não usufruam de condições mais favoráveis do que as dos investidores. Por isso, para ajuizar sobre a ética do negócio feito por Rui Machete é indispensável saber se o mesmo foi ou não acordado com a FLAD.

Em suma, tendo em consideração os valores publicados nos jornais, o negócio de Cavaco Silva pode ser considerado como eticamente aceitável, mas pouco escrupuloso. Já no caso de Rui Machete, se não houve um envolvimento explícito da FLAD, então o seu negócio pode ser considerado não só como eticamente reprovável mas também ilegal.

Notas: Quanto à participação de Rui Machete nos órgãos sociais da SLN/BPN a mesma é normal e razoável se feita em representação da FLAD. De facto, por razões prudenciais, qualquer investidor significativo numa empresa não cotada deve exigir um lugar nos órgãos sociais para poder acompanhar o seu investimento.
Também no que respeita ao direito de revenda, a negociação de “puts” ou “repos” é normal e desejável quando se investe em sociedades não cotados. Porém, se a remuneração garantida tiver implícita um prémio de opção muito diferente dos valores prevalentes no mercado então o excesso de remuneração deve ser adicionado ao desconto de compra.