A controvérsia em torno da participação ou não de Marine Le Pen da Frente Nacional na manifestação contra o terrorismo em Paris, resulta de um equívoco muito comum entre democratas. Porém, a questão de saber se em democracia se pode tolerar partidos xenófobos e tendencialmente totalitários só tem uma resposta possível – sim! De outro modo não será uma verdadeira democracia.
O único requisito que se lhe deve exigir é que exerçam a sua atividade sem violência e respeitem a lei e as regras da democracia. Nesse aspeto não existe qualquer diferença entre extrema-direita e extrema-esquerda, independentemente do seu passado.
Pessoalmente, não tenho a menor duvida que se a Frente Nacional em França ou o Partido Comunista em Portugal alguma vez forem eleitos para governar tratarão rapidamente de instaurar uma ditadura para se perpetuarem no poder. Por essa e outras razões procuro sempre relembrar o perigo dessas ideologias totalitárias mesmo quando elas juram ser democráticas.
No entanto, se se quisesse proibir o Partido Comunista em Portugal eu estaria entre os primeiros a protestar na rua pelo seu direito à liberdade. Na verdade a sua liberdade não é menos importante que a minha.
Mais, quando em Portugal o PCP utiliza a sua influência nos sindicatos para promover greves frequentes nos transportes públicos com prejuízo para todos nós, eu não me insurjo contra o PCP, mas sim contra a legislação que permite a esses sindicatos recorrer arbitrariamente à greve.
De igual modo, não culpo os radicais de esquerda e de direita pela sua ascensão na Europa. Culpo sim os partidos democráticos à esquerda e à direita por terem alienado o seu eleitorado. Isto é, o verdadeiro perigo para a Europa é o declínio dos partidos reformistas e moderados.
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Monday, 12 January 2015
O perigo da ascensão da extrema-direita na Europa
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Friday, 30 September 2011
Protesta Quem Pode ou Quem Precisa?
O declínio na influência e representatividade dos sindicatos levou a que estes hoje apenas estejam activos em sectores charneira da economia e no sector público.
Por isso, com um grau de fiabilidade razoável, podemos identificar as classes profissionais mais privilegiadas contando o número de greves e manifestações que estas realizam. Entre estas destacam-se os trabalhadores dos transportes, os polícias e os profissionais de saúde.
Com a crise que o país atravessa e os sacrifícios que estão a ser pedidos à classe média e aos mais desfavorecidos, não deixa de causar perplexidade a contestação imoderada de alguns dos profissionais privilegiados.
Ainda ontem, numa manifestação de polícias, um dos manifestantes reclamava contra o atraso no pagamento dos serviços extra pagos pelos privados à polícia. Num país onde as forças de segurança asseguram “biscates” aos seus agentes, em concorrência com as seguranças privados, não deixará de chocar aos milhares trabalhadores com salários em atraso que os polícias façam greve por um simples atraso no pagamento de serviços extra prestados fora da sua função policial.
Esta tendência não é exclusiva de Portugal e está a ocorrer um pouco por toda a Europa.
No entanto, entre nós é agravada pelo facto da maioria dos sindicatos serem usados pelo Partido Comunista para causar agitação social e perpetuar artificialmente os conflitos laborais. Um caso evidente é o do sindicato dos professores (FENPROF), que persiste em convocar greves e manifestações para protestar contra o regime de avaliação apesar da maioria dos professores considerar razoável a proposta do governo.
A inversão desta tendência terá de ser feita através duma melhor regulação que limite o poder dos sindicatos nos sectores charneira e protegidos da concorrência e reforce o seu papel nos sectores mais desfavorecidos.
Os próprios sindicatos deviam ser os primeiros a propor um maior reequilíbrio na relação de forças entre os diversos sectores profissionais em vez de se acantonaram nos sectores privilegiados; remetendo a protecção dos mais desfavorecidos para a legislação geral, que numa economia global competitiva terá de ser necessariamente minimalista.
Por isso, com um grau de fiabilidade razoável, podemos identificar as classes profissionais mais privilegiadas contando o número de greves e manifestações que estas realizam. Entre estas destacam-se os trabalhadores dos transportes, os polícias e os profissionais de saúde.
Com a crise que o país atravessa e os sacrifícios que estão a ser pedidos à classe média e aos mais desfavorecidos, não deixa de causar perplexidade a contestação imoderada de alguns dos profissionais privilegiados.
Ainda ontem, numa manifestação de polícias, um dos manifestantes reclamava contra o atraso no pagamento dos serviços extra pagos pelos privados à polícia. Num país onde as forças de segurança asseguram “biscates” aos seus agentes, em concorrência com as seguranças privados, não deixará de chocar aos milhares trabalhadores com salários em atraso que os polícias façam greve por um simples atraso no pagamento de serviços extra prestados fora da sua função policial.
Esta tendência não é exclusiva de Portugal e está a ocorrer um pouco por toda a Europa.
No entanto, entre nós é agravada pelo facto da maioria dos sindicatos serem usados pelo Partido Comunista para causar agitação social e perpetuar artificialmente os conflitos laborais. Um caso evidente é o do sindicato dos professores (FENPROF), que persiste em convocar greves e manifestações para protestar contra o regime de avaliação apesar da maioria dos professores considerar razoável a proposta do governo.
A inversão desta tendência terá de ser feita através duma melhor regulação que limite o poder dos sindicatos nos sectores charneira e protegidos da concorrência e reforce o seu papel nos sectores mais desfavorecidos.
Os próprios sindicatos deviam ser os primeiros a propor um maior reequilíbrio na relação de forças entre os diversos sectores profissionais em vez de se acantonaram nos sectores privilegiados; remetendo a protecção dos mais desfavorecidos para a legislação geral, que numa economia global competitiva terá de ser necessariamente minimalista.
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